O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e com apoio da Brigada Militar, prendeu de forma preventiva nesta terça-feira, 3, duas mulheres que mantinham uma escola infantil do município de Alvorada, onde também atuavam como professoras.
Elas são investigadas por sedar crianças sem prescrição médica, praticar agressões físicas e psicológicas e cometer outros atos contra crianças de dois a cinco anos. As prisões ocorreram em Canoas e Alvorada.
A medida foi requerida pela promotora de Justiça Karen Mallmann, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Alvorada, após a conclusão de investigação que reuniu depoimentos, imagens e documentos que evidenciam a gravidade dos fatos.
As apurações tiveram início após mães de alunos tomarem conhecimento do ocorrido e procurarem a Delegacia de Polícia. O inquérito revelou que as investigadas administravam medicamentos destinados a outras crianças para mantê-las dormindo ou mais “calmas”, além de impor castigos, negligenciar higiene e alimentação e utilizar condutas degradantes. No pedido de prisão, depoimentos e imagens mostram crianças sedadas, compartilhamento inadequado de utensílios e mensagens entre funcionárias sugerindo o aumento de doses de remédios.
Para o MPRS, ficou demonstrado que, além dos indícios de autoria e materialidade, havia risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, já que as responsáveis são apontadas por influenciar testemunhas durante a investigação. Diante da gravidade dos crimes – que incluem lesão corporal entre outros previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a apuração da prática do crime de tortura. As prisões fazem parte da chamada “Operação Dose de Silêncio”.
Fonte/foto: Comunicação Social do MPRS