A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Nídia Maria Rodrigues da Veiga, 59 anos, (foto), após receber um tipo sanguíneo incompatível no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), no dia 7 de agosto. A investigação, conduzida pelo delegado Adriano De Rossi, titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), resultou no indiciamento da enfermeira responsável pelo procedimento por homicídio culposo (não intencional), "majorado pela inobservância de regra técnica da profissão".
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De acordo com o laudo de necropsia, a administração do sangue incompatível resultou em uma tromboembolia pulmonar maciça, condição que compromete a circulação e pode levar a um colapso cardiovascular. A investigação aponta que essa teria sido a causa direta e comprovada do óbito.
Além isso, o inquérito aponta que o erro decorreu de negligência. A enfermeira deixou de seguir o protocolo de segurança obrigatório do hospital, que exige dupla checagem de identificação ao lado do leito antes de qualquer procedimento. Por isso, a Polícia Civil concluiu que a causa a morte foi causada diretamente pela conduta da profissional que, "embora não houvesse intenção de matar, ficou ficou comprovado que a profissional agiu com culpa ao não observar os procedimentos de segurança".
O inquérito segue, agora, para o Ministério Público.
Fonte Diário de Santa Maria
Foto divulgação e perfil pessoal reprodução