O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes rebateu as críticas feitas à Corte por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (7), e disse que não existe no Brasil ditadura da “toga” nem ministros “agindo como tiranos”. O ministro também criticou a possibilidade de anistia aos acusados pela trama golpista e disse que crimes contra a democracia não podem ser alvo de perdão.
“O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo da sua história, ameaçaram democracia e a liberdade do povo. É fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam”, disse o decano da Corte, em mensagem publicada em sua rede social.
O ministro prosseguiu ainda citando fatos envolvendo a gestão do ex-presidente Bolsonaro, como as mortes na pandemia da covid-19 e os ataques ao sistema eleitoral. “Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia, vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades, ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes, acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, afirmou Gilmar.
Créditos: ABC mais